Por Maryur Tedesco Silber
Constantemente recebemos, lemos, ouvimos textos e mensagens definindo avós de ontem e de hoje. São traçados perfis e contadas ricas histórias sobre elas, evidenciando, sobretudo, suas diferenças.
E vou delinear, sinteticamente, o meu. E a enorme alegria que a Carol e o Rafa, meus 2 amados netos mais velhos, adultos jovens, universitários e muito dedicados a seus estágios profissionais, me proporcionaram no Dia das Mães.
Eu sempre disse de acordo com meu temperamento e franqueza, ainda que a alguns cause espanto, das minhas dificuldades em lidar com bebês até os 3 anos. Nessa fase prefiro ser avó de “visitinha”, a não ser, é claro, se houver necessidade. O que não houve com os maiores, e nem com os 3 bebês. Chocados? _ Espero que não. Pois em compensação à medida que eles crescem e adolescem vou me tornando, sem falsa modéstia, uma ótima avó…
Acredito com convicção que amor, valores, caráter e postura diante da vida se transmitem, antes de mais nada, com total compreensão e amizade. Que os netos sabendo que aquela avó embora não faça almoços dominicais, é sempre, em qualquer momento, uma mão estendida, um cofre forte para confidências que às vezes nem os pais entendem, que ajudou e ainda ajuda no desenvolvimento da vida espiritual, cultural e até na social. Que suas primeiras vivências de adolescentes: “debutar” com a Carol e acompanhar os namoricos do Rafa, ajudando-o a mandar flores, aos 13 anos, para a primeira namorada, contaram com a cumplicidade e apoio da vó.
Lembro de cada pecinha de teatro, das exposições de arte, deles e das visitas que fizemos, de despertar o interesse político e assistencial, de mostrar o nosso compromisso com o outro, com o desprotegido da sorte.
Do acolhimento em momentos difíceis, que como todos, eles também os têm.
Então neste Dia das Mães recebi todo carinho e reconhecimento: flores de um jovem estagiário de direito , que pensa que às mulheres só se dá flores ou jóias, o que já tem feito a algumas namoradas. E da minha princesa, estagiária de RP, de um grande conglomerado financeiro, que no texto de uma singela almofada me causou a grande emoção e a certeza de que como avó sou entendida e amada da maneira que sou e como sou.
Coisa de vó!
“ Vive tricotando conversas e bons conselhos; Tem óculos bifocal: enxerga corações e mentes; Tem a receita perfeita para curar corações feridos e um TALENTO ÚNICO para ser mãe e melhor amiga.” É a minha avó!
Gente, fiquei muito feliz pois esta é a vó que me esforço em ser. Parece que estou conseguindo. Obrigada Carol e Rafa!
Maryur Tedesco Silber é pedagoga, terapeuta Reiki e Floral, e hoje curte as amenidades familiares, afetivas e culturais. Aos sábados abre seu coração no Blog da Maria Lucia Solla.






















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