VIVENDO E APRENDENDO, SEMPRE

Por Suiang Guerreiro de Oliveira

Meu trabalho consiste em ler, ler, ler e ler mais um pouquinho, além de escrever de vez em quando. Claro que eu leio textos/frases interessantes, divertidos, inteligentes, e outros que não passam nem de longe a significar alguma coisa. Mas todos eles sempre me levam a algum aprendizado – se não de conhecimento, pelo menos de gramática, regência, ortografia, sempre há algo que se aproveite.

A semana passada se sobressaiu a muitas outras semanas! Adquiri novas palavras e fui surpreendida por outra! Começou com a leitura de “Sushi”, de Marian Keyes, um livro que ganhei há alguns anos e estava esperando a oportunidade de ser lido. Lá pelas tantas me deparo com a palavra epônimo. Caramba, que que é isso? A melhor definição está no Dicionário Michaelis: “adj 1. Que dá nome ou empresta o seu nome a alguma coisa. … sm 1. Nome de um personagem mítico ou histórico do qual se derivou ou supõe-se ter sido derivado o nome de um país ou povo: Ítalo, Rômulo, Bruto, Bolívar são epônimos de Itália, Roma, Britânia, Bolívia.” Ahh, bom!

No mesmo livro, achei hausto e, embora já tivesse ouvido a palavra, fiquei em dúvida quanto ao seu significado. Está lá no Dicionário Houaiss: “sm 1. Aspiração longa, profunda; ação de sorver o ar dessa maneira; sorvo. 2. Porção de ar que se sorve nessa aspiração. 3. Porção de bebida que se ingere de uma só vez; gole, trago. … 5. Derivação: sentido figurado. Energia, força que se comunica.”

Quando achei que a semana já tinha sido instrutiva demais, a Mari, contato de uma agência, me surpreendeu com a dúvida: saché. Sim, aquela almofadinha cheirosa que a gente coloca nas gavetas, que deriva do francês sachet, e que nós graciosamente falamos sachê, também está no dicionário Houaiss e no Michaelis com essa (nova) sonoridade. Interessante, não?

Também achei uma palavra no livro que me deixou extremamente curiosa: cemicírculo! Uau, que significado teria? Embora o texto deixasse claro que se tratava de metade de um círculo, achei que poderia ter algum significado oculto, cabalístico, esotérico. Mas depois de exaustivas pesquisas, descobri que foi apenas um erro mesmo…

Suiang Guerreiro de Oliveira é canceriana, jornalista, não é chinesa e promete escrever neste blog, às terças-feiras.

 

Beijos e bom carnaval!

Comments

  1. Maryur says:

    Olá Suiang teu trabalho é mesmo muito interessante, deve ser bem divertido. E maior minha responsabilidade com a tua leitura. Bjs e bom carnaval para ti também. Maryur

  2. Beto says:

    Suiang,

    Há pouco tempo atrás o sujeito que se comunicava com palavras não comuns arrancava admiração. Hoje em dia é chamado de véio! hahahaha

    Toma essa: Si pá eu colo lá na área = Se der eu apareço do lugar de costume.

    Beijos

  3. hahahahahaha!

    Que tal um texto assim, e o vocabulário para consulta logo abaixo?
    ml

  4. Suiang says:

    Maryur, é bem cansativo também, mas o lado divertido salva tudo. Quando pego alguns livros pra ler (trabalhar), às vezes acabo me envolvendo e quero ver como a história vai terminar… depois acabo voltando pra fazer uma leitura mais técnica.
    Mas não se sinta responsável por essa leitura, não, apenas divirta-se!
    Beijo grande

    Beto, que tal aceitar a sugestão da Maria Lucia e escrever um texto desse jeito? Se você não tivesse colocado legenda, eu ia ficar boiando… ahahahah!
    Beijo

  5. Beto says:

    Sei muito pouco de gíria, mas o dia que sair um texto com tom adolescente, eu peço para minhas fontes passarem para gíria… hahaha… Já estou me divertindo com a ideia.

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